Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
 

10ª edição distinguiu 3 jovens que investigam cancro gástrico, malária e gás anestésico

Inês Gonçalves, Joana Tavares e Luísa Neves foram as três jovens cientistas distinguidas a 29 de Janeiro de 2014, na cerimónia de entrega das Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. No ano em que celebrou a sua 10ª edição, este programa de apoio às Mulheres na Ciência quis ainda homenagear as investigadoras distinguidas desde 2004.

 
As três cientistas distinguidas com a senhora Dra. Maria Cavaco Silva, o Professor Alexandre Quintanilha, Presidente do Júri,
e o Dr. Rodrigo Pizarro, Country-Manager da L’Oréal Portugal
 
Muitas das cientistas distinguidas desde 2004 subiram ao palco, numa homenagem às mulheres que fazem avançar a ciência
em Portugal
 
O 10º aniversário foi assinalado com um jantar que reuniu duas centenas de convidados, no Pátio da Galé, em Lisboa.

Doutora Maria Cavaco Silva, Doutora Leonor Parreira, Secretária de Estado da Ciência, e Professor Doutor Alexandre Quintanilha, Presidente do Júri Científico desde a primeira edição, estiveram entre os oradores desta gala, que contou ainda com as intervenções do Dr. Rodrigo Pizarro, Country Manager da L’Oréal Portugal, da Embaixadora Ana Martinho, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, e do Professor Doutor Miguel Seabra, Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

As três cientistas distinguidas subiram igualmente ao palco para receber as suas “Medalha de Honra”, símbolo dos 20 mil euros de financiamento que as ajudarão a prosseguir investigações que pretendem abrir novas pistas no desenho de uma vacina para a malária, eliminar a bactéria Helicobacter pylori associada ao cancro gástrico e reaproveitar o gás anestésico que é actualmente desperdiçado após cada intervenção cirúrgica.
 
Joana Tavares, de 34 anos, investigadora do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), Universidade do Porto, quer identificar as moléculas do parasita da malária que, numa primeira fase, o fazem fixar-se aos sinusóides hepáticos, e o levam posteriormente a instalar-se no fígado.

Ao identificá-las, pretende interferir com esta capacidade de fixação do parasita, para avaliar se este pode ser um novo alvo a considerar no desenho de uma vacina para a malária.
 
 
  Inês Gonçalves, do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB), Universidade do Porto, quer eliminar a bactéria Helicobacter pylori do estômago, reduzindo a incidência do cancro gástrico que está associado à persistência da infecção por esta bactéria.

A investigadora, de 32 anos, quer fazê-lo através do desenvolvimento de biomateriais, com a forma de microesferas (produzidas com um polímero natural, o quitosano, proveniente da quitina existente no endosqueleto da lula) que, quando ingeridas por via oral, vão ligar-se às bactérias e removê-las pelo trato gastrointestinal.
 
Luísa Neves, de 32 anos, propõe-se desenvolver um processo inovador para remover o dióxido de carbono que, durante uma cirurgia, se produz pela expiração do doente, contaminando e inutilizando o gás de anestesia.

O principal objectivo da investigadora da Rede de Química e Tecnologia REQUIMTE, Universidade Nova de Lisboa, é conseguir purificar a corrente anestésica, para que esta possa ser reutilizada, um processo com impacto na redução dos custos hospitalares.
 
 
 
 
 
  © L'ORÉAL PORTUGAL, 2007