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8ª edição distinguiu 3 jovens
que investigam cancro da mama, esclerose múltipla
e pneumotórax espontâneo primário

Ana Barbas, Adelaide Fernandes e Inês Sousa foram as três jovens cientistas distinguidas, na oitava edição das Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.


Da esquerda para a direita: Professor Miguel Seabra, Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Dra. Manuela Galhardo, Secretária Executiva da Comissão Nacional da UNESCO, Dr. Rodrigo Pizarro, Director-Geral da L'Oréal Portugal,
Professora Adelaide Fernandes, cientista premiada, Professora Inês Sousa, cientista premiada, Professora Ana Barbas,
cientista premiada, Dra. Maria Cavaco Silva, Dra. Rosalia Vargas, Presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica
e Tecnológica – Ciência Viva e Pavilhão do Conhecimento e Professor Alexandre Quintanilha, Presidente do Júri Cientifico
 
Na cerimónia, realizada no Pavilhão do Conhecimento, cada uma das cientistas recebeu a sua "Medalha de Honra" e 20 mil euros de financiamento, um montante que as apoiará no seu trabalho de pesquisa, motivando-as a prosseguir investigações que podem abrir novas pistas na compreensão, diagnóstico e tratamento do cancro da mama, da esclerose múltipla e do pneumotórax espontâneo primário.

Na presença de centena e meia de convidados, o evento contou com a intervenção da Dra. Maria Cavaco Silva, do Professor Alexandre Quintanilha, Presidente do Júri Científico, de Dr. Rodrigo Pizarro, Director-geral da L'Oréal Portugal, da Dra. Manuela Galhardo, Secretária Executiva da Comissão Nacional da UNESCO, do Professor Miguel Seabra, Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e Dra. Rosalia Vargas, Presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica - Ciência Viva e Pavilhão do Conhecimento – instituição que apoiou o evento.
 
ANA BARBAS, de 35 anos, investigadora do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica foi distinguida por um projecto que incide sobre a doença oncológica que afecta e mata mais mulheres em Portugal, o cancro da mama.

Pretende criar anticorpos humanos capazes de bloquear a anormal divisão e crescimento celular – desligando a proteína Jagged2 do seu receptor Notch1 – para assim travar o crescimento extensivo e ramificado dos pequenos capilares sanguíneos que promovem o crescimento tumoral.

Ana Barbas espera contribuir para uma melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na patologia do cancro da mama e a criação destes anticorpos humanos poderá representar uma abordagem terapêutica inovadora no tratamento do cancro da mama metastático.
 
ADELAIDE FERNANDES, investigadora do Instituto de Investigação do Medicamento e das Ciências Farmacêuticas, na Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa, quer elucidar o papel da proteína S100B na Esclerose Múltipla, esclarecendo se o aumento dos níveis desta proteína pode estar na origem de um atraso ou redução na recuperação após um surto da doença.

O seu objectivo é, numa fase posterior, alterar as funções da S100B, de modo a conseguir reduzir a extensão dos danos no decurso de um surto - a perda de funções essenciais como a visão ou a locomoção - e a potenciar a recuperação. A concretizar estes objectivos, Adelaide contribuirá para tratar efectivamente esta doença altamente debilitante – os fármacos actuais apenas conseguem atrasá-la – melhorando a qualidade de vida de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo.
 
INÊS SOUSA, de 29 anos, desenvolve o seu projecto investigadora no Instituto de Medicina Molecular, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e no Instituto Gulbenkian de Ciência. Quer compreender a arquitectura genética do Pneumotórax Espontâneo Primário, identificando as variantes genéticas que podem aumentar a susceptibilidade a esta doença pouco conhecida, que consiste no colapso de pelo menos um pulmão sem razão aparente.

Comparando indivíduos doentes e saudáveis, vai identificar e estudar os genes convergentes mais significativos, desvendando os mecanismos patogénicos subjacentes à doença e contribuindo para o desenvolvimento de novas terapêuticas e meios de prevenção. O estudo é pioneiro a nível mundial e permitirá realizar o primeiro genome-wide association study para esta doença. É também o primeiro a envolver a população Portuguesa.
 
  © L'ORÉAL PORTUGAL, 2007