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Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência
Sétima edição distinguiu três jovens que investigam neurónios, células pluripotentes e remodelação óssea

Liliana Bernardino, Joana Marques e Sílvia Barbeiro foram as três jovens cientistas distinguidas a 18 de Janeiro de 2011, na cerimónia de entrega das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, um programa que completou já a sua sétima edição.

 

Dr. Guy Farmer, Director-Geral da L'Oréal Portugal, Professor Doutor Arantes e Oliveira, Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Joana Marques, Liliana Bernardino, Sílvia Barbeiro, Professor Doutor Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Embaixador Fernando Andresen Guimarães, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO.
 
As três cientistas distinguidas: Joana Marques, Liliana Bernardino,
Sílvia Barbeiro,
Durante a cerimónia, realizada na Academia das Ciências de Lisboa, cada uma das cientistas recebeu a sua “Medalha de Honra” e 20 mil euros de financiamento, um montante que as apoiará no seu trabalho de pesquisa, motivando-as a prosseguir investigações que podem abrir novas pistas na substituição de neurónios lesados; na indução da pluripotência das células e no processo de remodelação óssea.

O evento, que reuniu mais de meia centena de convidados, contou com a intervenção do Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Doutor Mariano Gago, que encerrou, e do Presidente do Júri Científico deste programa, Professor Doutor Alexandre Quintanilha.
 
Entre os oradores, estiveram também Dr. Guy Farmer, Director-geral da L’Oréal Portugal, Embaixador Fernando Andresen Guimarães, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Professora Lígia Amâncio, Vice-Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e Professor Arantes e Oliveira, Presidente da Academia das Ciências de Lisboa.
 
Liliana Bernardino, de 30 anos, doutorou-se em Biologia Molecular na Universidade de Coimbra, após uma licenciatura em Biologia na mesma instituição. Actualmente, como investigadora do Centro de Neurociências de Coimbra está a analisar diferentes moléculas e a forma como potenciam a formação de novos neurónios em culturas de células estaminais. O seu projecto vai centrar-se numa destas moléculas, a histamina, e na forma como ela é capaz de ‘instruir’ células estaminais do cérebro a diferenciar-se em novos neurónios. Com o seu projecto, espera trazer um novo contributo à complexa terapia de substituição celular que, um dia, poderá permitir substituição de neurónios lesados, por exemplo, em situações de doenças neurodegenerativas.
 
Joana Marques, de 32 anos, doutorou-se em Biologia Humana na Universidade do Porto, a mesma onde se licenciou em Biologia, e prosseguiu pós-doutoramento no Instituto Babraham, Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Hoje, como investigadora no Serviço de Genética da Faculdade de Medicina do Porto prossegue o projecto iniciado em Cambridge e tenta identificar os genes que se revelam essenciais para obter células pluripotentes induzidas que possam substituir células estaminais embrionárias na sua possível utilização terapêutica. Sendo células dos próprios pacientes, as células pluripotentes induzidas parecem mais promissoras do que as células estaminais embrionárias uma vez que evitam o risco de rejeição, questões éticas e dificuldades técnicas associadas a estas últimas.
 
Sílvia Barbeiro, de 35 anos, doutorou-se em matemática aplicada na Universidade de Coimbra, depois de uma licenciatura e mestrado também em Coimbra. Durante o doutoramento realizou investigação na Universidade Técnica de Berlim e prosseguiu trabalhos de pós-doutoramento na Universidade do Texas, em Austin. Hoje é professora e investigadora na Universidade de Coimbra. O seu projecto ilustra bem como a matemática pode favorecer a compreensão de fenómenos complexos, como é o caso do mecanismo de remodelação óssea. Trata-se de um fenómeno comum quer a doenças ósseas, como a osteoporose, quer a dezenas de situações como a consolidação de fracturas, a resolução de traumatismos ou a instalação de implantes ortopédicos ou dentários. A sua pesquisa está, aliás, orientada à medicina dentária, embora os modelos que está a desenvolver possam ter muitas outras aplicações biomédicas e cirúrgicas.
 
 
  © L'ORÉAL PORTUGAL, 2007