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Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência
Quinta edição - 2008

Embaixador Fernando Andresen Guimarães, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Professora Lígia Amâncio, vice-Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Professor Alexandre Quintanilha, Presidente do Júri, a galardoada Marina Kirillova, Doutora Maria Cavaco Silva, Engenheiro Maia de Carvalho, Presidente da L’Oréal Portugal, e as distinguidas Paula Moreira e Susana Solá

Susana Solá, Paula Moreira e Marina Kirillova foram as três jovens cientistas distinguidas a 10 de Novembro último, durante a cerimónia de entrega das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, um programa que completou em 2008 a sua quinta edição.
Durante a cerimónia, realizada na Academia das Ciências de Lisboa, na data em que se celebrou o Dia Mundial da Ciência, a doutora Maria Cavaco Silva ofereceu as ‘Medalha de Honra’ a cada uma das três galardoadas, que receberam igualmente os 20 mil euros de financiamento que visam apoiá-las no seu trabalho de pesquisa, motivando-as a prosseguir investigações consideradas relevantes no âmbito das doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e da química verde.

 

O evento reuniu cerca de uma centena de convidados, entre os quais vários notáveis da comunidade científica portuguesa, a já referida doutora Maria Cavaco Silva e Manuel Heitor, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Susana Solá, de 32 anos, é investigadora na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e procura compreender como poderão ser retardados os mecanismos de morte celular, causados pelos diferentes agregados de β-amilóide (Aβ) e observados na angiopatia amilóide cerebral, comum a várias doenças neurodegenarativas, como o Alzheimer. Pretende ainda perceber se o ácido biliar tauroursodesoxicólico (TUDCA) pode aumentar a capacidade de sobrevivência das células dos vasos sanguíneos expostas aos diferentes agregados de Aβ, ajudando à irrigação do cérebro, para retardar os défices cognitivos e diminuir o risco de AVC observados nestes doentes.

 

Paula Moreira, de 33 anos, é investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Universidade de Coimbra e o seu projecto visa compreender o impacto do envelhecimento e da diabetes tipo 2 nos neurónios e células endoteliais para avaliar como a disfunção celular por eles causada colabora para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Na sua investigação dá especial atenção às vias de sinalização mediadas pela mitocondria e suas proteínas desacopladoras, cujo papel no envelhecimento cerebral e na demência tem de ser clarificado para que se possam identificar novos alvos terapêuticos mais eficazes.

 

Marina Kirillova, de 29 anos, é Investigadora do Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa, e com o seu projecto no âmbito da ‘química verde’ procura obter uma nova série de complexos metálicos de inspiração biológica para aplicar, de preferência em meio aquoso, como catalizadores mais eficientes e amigos do ambiente em diversas transformações químicas relevantes para a indústria, comércio, ciência e ambiente, mas que usualmente se processam em solventes orgânicos (voláteis, tóxicos, inflamáveis e pouco amigos do ambiente) e requerem catalisadores caros, aditivos tóxicos, altas temperaturas e pressões.


O júri 2008

A selecção das três vencedoras foi efectuada por um júri presidido pelo Professor Alexandre Quintanilha e composto por várias outras figuras proeminentes da comunidade científica: Professora Cecília Arraiano, Professora Cláudia Pereira (já galardoada com as ‘Medalhas de Honra’ na sua primeira edição), Professora Helena Freitas, Professora Joana Palha, Professor Fernando Lopes da Silva e Professor Rui Pereira.


O Mundo precisa da Ciência.
A Ciência precisa das Mulheres.

Por isso, a L'Oréal e a UNESCO juntaram-se para promover as Mulheres na Ciência.

Por isso, nasceu o programa internacional L'Oréal-UNESCO For Women in Science que, há já 10 anos, reconhece cinco cientistas consagradas, uma de cada continente. No total, 52 Mulheres de culturas tão distintas como a coreana, nigeriana, egípcia ou brasileira foram já premiadas.

Dois anos depois, nasceram também as Bolsas Internacionais UNESCO-L'Oréal que apoiam, anualmente, 15 jovens cientistas em doutoramento ou pós-doutoramento, com projectos de investigação aceites por instituições de referência fora dos seus países. Desde 2000, 120 investigadoras foram já apoiadas.


Inspirada nestes programas internacionais, em 2004, a L’Oréal Portugal criou a sua própria iniciativa local de apoio à ciência. Cerca de outros 40 países também o fizeram. Globalmente, com todos estes projectos, a L’Oréal já levou o seu apoio a mais de 500 cientistas em todo o mundo – mesmo onde o acesso das mulheres ao conhecimento continua a ter fortes obstáculos – reforçando o seu compromisso para com um ciência mais justa, equitativa e equilibrada.

No nosso país, as Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência receberam desde o primeiro momento a parceria da Comissão Nacional da UNESCO e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Com um júri científico composto por figuras eminentes da comunidade científica nacional e presidido pelo Professor Alexandre Quintanilha, as Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência nasceram para incentivar o trabalho das mais promissoras jovens cientistas, doutoradas há não mais de 5 anos e com menos de 35 anos de idade, motivando-as a prosseguir a sua investigação.

Após concluídas as cinco primeiras edições - 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 - as Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência já distinguiram 16 cientistas.

Na próxima Primavera, as candidaturas voltarão a abrir, marcando o início da sexta edição das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.

 
  © L'ORÉAL PORTUGAL, 2007