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Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência
Terceira Edição - 2006
 
Filipa Mendes, Leonor Morais Sarmento, Patrícia Figueiredo e Rosalina Fonseca foram as jovens cientistas em destaque na cerimónia de entrega das “Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência”.
O evento, realizado na Academia das Ciências da Lisboa, contou com a presença de dezenas de notáveis da comunidade académica e científica portuguesa e teve a honra de receber a Senhora Dra. Maria Cavaco Silva, que quis homenagear as investigadoras galardoadas por este programa, fazendo delas um exemplo de excelência.
 
Da esquerda para a direita: Dr. José Sasportes, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO; Professora Doutora Lígia Amâncio, Vice-Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia; Professor Doutor Manuel Heitor, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Rosalina Fonseca, vencedora; Patrícia Figueiredo, vencedora; Engº António Maia de Carvalho, Director-Geral das Relações Exteriores da L’Oréal em Portugal, Senhora Dra. Maria Cavaco Silva; Filipa Mendes, vencedora; Leonor Morais Sarmento, vencedora; Prof. Doutor Alexandre Quintanilha, Presidente do Júri, Prof. Engenheiro Arantes e Oliveira, Vice-Presidente da Academia das Ciências de Lisboa
 
Rosalina Fonseca, Patrícia Figueiredo, Senhora Dra. Maria Cavaco Silva, Filipa Mendes e Leonor Morais Sarmento
 
O valor dos trabalhos distinguidos pela terceira edição das “Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência”, que abre novos caminhos à compreensão de variadas doenças - neurodegenerativas, psiquiátricas, cancerígenas - foi ainda sublinhado pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e pelo Presidente do Júri que elegeu as quatro cientistas vencedoras, Professor Alexandre Quintanilha.
AS GALARDOADAS E OS SEUS PROJECTOS
 
Patrícia Figueiredo, 33 anos, Doutorada em Neuroimagiologia pela Universidade de Oxford e investigadora do Instituto Biomédico de Investigação em Luz e Imagem, quer compreender os mecanismos subjacentes à recuperação de lesões cerebrais e desenvolver estratégias de reabilitação daqueles que, por motivos de saúde, são forçados a reaprender.
Neste sentido, recolhe e analisa imagens cerebrais de diferentes indivíduos, colocados perante processos de aprendizagem e de aperfeiçoamento de tarefas específicas. Fá-lo através do desenvolvimento e da aplicação de técnicas de imagem - ressonância magnética funcional (RMf) - para, a partir das imagens recolhidas, identificar as áreas do cérebro cuja actividade é alterada em função da aprendizagem e a interacção entre as várias áreas cerebrais envolvidas neste processo. Espera, assim, perceber como funcionam os circuitos neuronais da aprendizagem à escala global do cérebro.
 
 
Filipa Mendes, 30 anos, é Doutorada em Biologia Celular pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e faz investigação no Centro de Genética Humana - Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge - e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, instituições onde pretende aprofundar a compreensão dos mecanismos moleculares e celulares associados à Fibrose Quística, aprofundado particularmente as questões relativas ao transporte intracelular.
O seu objectivo é que a clarificação destes processos possa contribuir para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas inovadoras e de melhores cuidados de saúde para os doentes que sofrem daquela que é a doença hereditária letal mais comum na população Caucasiana, com uma incidência de 1 em 2500 a 4000 nascimentos.
Leonor Morais Sarmento, 33 anos, é Doutorada em Ciências Biomédicas - Ciências Funcionais pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e desenvolve a sua investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência. Com base no conhecimento sobre o mecanismo de remodelação do genoma, levado a cabo pelas proteínas RAG, estuda os eventos de remodelação do DNA anómalos que conduzem ao desenvolvimento de leucemias dos linfócitos.
É neste mecanismo de instabilidade genómica, gerador do cancro, que se centra a sua pesquisa, para tentar identificar os genes-alvo cuja remodelação pelas RAG surja associada ao aparecimento de tumores e descobrir se alguns desses genes remodelados são os mesmos que se encontram alterados nos vários tipos de leucemias humanas e não apenas nas leucemias dos linfócitos como até aqui se pensava.
 
 
Rosalina Fonseca, 29 anos, é Doutorada em Neurociências pela Universidade Ludwig-Maximillian, em Munique e investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência, dedicando a sua pesquisa à compreensão das bases neurofisiológicas e celulares da formação das memórias, conhecimento que poderá colaborar para o tratamento de doenças complexas do foro psiquiátrico e para minimizar as perdas de memória observadas nas doenças neurodegenerativas.
Para tal, pretende identificar os mecanismos biológicos envolvidos na detecção e registo de estímulos externos por parte dos neurónios, bem como a sua integração em redes neuronais, através do conhecimento das regras inerentes à plasticidade sináptica numa área cerebral pouco estudada do ponto de vista celular, a amígdala.
O júri da edição 2006 das “Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência” foi presidido pelo Professor Alexandre Quintanilha e composto por: Professor Fernando Lopes da Silva, Professora Maria Mota, Professor Fernando Catarino, Professor Rui Pereira, Professora Isabel Galhardas Moura e Professora Catarina Resende de Oliveira.
 
  © L'ORÉAL PORTUGAL, 2007